Enquanto o Grêmio ficou no meio do caminho entre o passado e o futuro, o Atlético-MG se decidiu pela segunda opção. Alheio às vaias da torcida ao eterno desafeto Ronaldinho e à expectativa pela estreia de Zé Roberto e promoção do goleiro Marcelo Grohe, o time de Cuca apostou no talento de Bernardi, 1m62cm e apenas 19 anos. Saiu de seus pés a jogada decisiva da partida - chapéu duplo na zaga que resultou no gol de Jô. O 1 a 0 na noite deste domingo dá aos mineiros a liderança do Brasileirão, com 16 pontos, batendo o Fluminense pelo saldo de gols.A derrota em casa custa caro ao Grêmio, que deixa a zona de classificação à Libertadores e se aloja na quinta colocação, com 12 pontos. Foi o primeiro revés do time de Vanderlei Luxemburgo no Olímpico neste Brasileirão, em quatro partidas. Até então, sequer havia sofrido gols em Porto Alegre.Tanto Grêmio quanto Atlético-MG têm semana livre de treinos, seja para juntar os cacos da derrota ou saborear a nova liderança. O clube gaúcho enfrenta, no próximo domingo, às 16h, o Santos, na Vila Belmiro. Nos mesmos dia e horário, o Galo defende o topo da tabela contra a Portuguesa, no IndependênciaA torcida apenas blefou. Adotou uma tática passivo-agressiva e não hostilizou Ronaldinho nos arredores do Olímpico, com gritos,
faixas e cartazes, como fizera aos montes no último 30 de outubro, em Grêmio 4x2 Flamengo. Optou por fazê-lo apenas no campo. Assim que pisou na grama em que nasceu para o futebol, às 18h26m, foi soterrado de vaias. Não havia um, dentre os 34.550 gremistas, que se furtara de apupá-lo na provável última vez do jogador no estádio, que será entregue a construtora OAS em março, devido à parceria na construção da Arena.O arsenal azul não se baseava apenas na voz. Primeiro, a torcida tentou emplacar uma grande faixa na arquibancada inferior. Como os dizeres eram ofensivos à mãe do jogador, Miguelina, a Brigada Militar a retirou de pronto. A cada escanteio que Ronaldinho ia cobrar, brotavam as famosas faixas brancas com a inscrição “pilantra”.No entanto, o camisa 49 estava pouco criativo.
Foi tocar pela primeira vez na bola apenas aos 11 minutos. Tudo bem para o Grêmio? Nem tanto. A equipe de Vanderlei Luxemburgo, que tinha a estreia de Zé Roberto como a principal atração, até começou melhor, com mais volume. Mas fustigava pouco o gol de Giovanni. O novo camisa 10 fazia jus às suas funções. Dos pés de Zé, saíram as bolas mais redondas e conscientes no ataque tricolor.
fonte:globoesporte.com



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