Com a bola rolando ficou logo demonstrado que seria uma partida aberta. E o Figueirense começou bem melhor em campo. Ignorou a pressão da torcida celeste e parecia jogar em casa. Tanto que nos 20 minutos iniciais o time catarinense havia finalizado sete vezes, sendo que Fábio tinha feito três defesas importantes. Além disso, Júlio César, um dos três atacantes da equipe visitante mandou bola na trave, aos 15 min, em cobrança de falta.Os papéis estavam invertidos no começo do jogo. O time anfitrião sofria pressão e mostrava fragilidade em seu sistema defensivo, com pouca marcação no meio de campo, enquanto os visitantes, comandados por Almir e Júlio César criavam sucessivas jogadas ofensivas, desperdiçando oportunidades de gols em sequência. O Cruzeiro não conseguia sair do sufoco. Em raro contra-ataque, aos 25 min, Fabinho recebeu passe de Wellington Paulista, mas chutou fraco, facilitando a defesa de Wilson.Com o passar do tempo, o ímpeto do Figueirense diminuiu um pouco, embora a equipe visitante continuasse melhor em campo. Só que já não chegava com tanta facilidade em condições de finalizar contra o gol defendido por Fábio. Na parte ofensiva do Cruzeiro, apesar de muito marcado, Montillo conseguia armar algumas jogadas, que, no entanto, não eram aproveitadas por seus companheiros. Ao final da primeira etapa, a torcida celeste vaiou o time, demonstrando não ter aprovado a atuação.Um dos responsáveis pelo 0 a 0 no placar, nos 45 minutos iniciais, o goleiro Fábio viu falhas de marcação. “Temos de marcar mais em cima, para evitar a tabela do Figueirense”, salientou. Já o atacante Wellington Paulista quer ver o time da casa trabalhando mais a bola e não utilizando tanto o jogo aéreo. “Temos jogadores de qualidade para a bola chegar ao ataque”, disse. O meia Almir, do Figueirense, ao contrário, aprovou a atuação da equipe. “Temos de manter a concentração até o final”.O Cruzeiro voltou para a etapa final com troca de volantes: Leandro Guerreiro no lugar de Amaral. Mas o Figueirense continuou melhor em campo, voltando a criar chances de gols, mas esbarrando em Fábio, como no primeiro minuto, em lance individual de Aloísio, ou na falta de pontaria do time catarinense. Por volta dos 10 min, Roth tirou Wallyson e colocou Souza, abrindo mão dos três atacantes.O cenário do jogo mudou completamente. Imediatamente, de dominado, o Cruzeiro passou a ter o controle da partida, fazendo o que não havia feita ainda: levar perigo ao gol defendido pelo goleiro Wilson. Mais seguro também em seu sistema defensivo, com Leandro Guerreiro à frente da zaga, o time celeste balançou as redes adversárias, aos 20 min, por meio de Wellington Paulista, completando boa jogada de Souza. Na comemoração, o atacante desabafou, gritando e batendo várias vezes em um dos braços.Depois disso, a torcida celeste viu Wellington Paulista desperdiçar a chance do segundo gol, em lance em que obrigou o goleiro Wilson a fazer ótima defesa. O Figueirense não desistiu de tentar o empate, mas já não tinha a mesma determinação de antes, o que facilitou a tarefa do Cruzeiro de administrar a vantagem e a vitória. No final, Fábio fez novamente intervenções difíceis, que impediram o empate do Figueirense.


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