Na estreia do técnico Celso Roth, que substituiu a Vágner Mancini, o Cruzeiro não passou de um empate com o Atlético-GO, em 0 a 0, na noite deste domingo, no Parque do Sabiá, em Uberlândia. Dessa forma, a equipe celeste segue sem vencer há cinco jogos, já que vinha de quatro derrotas consecutivas e que resultaram nas eliminações do Mineiro e Copa do Brasil. Em sua estreia no Brasileiro, o time celeste, que foi vaiado ao término da partida, não passou pela equipe do técnico Adilson Batista, que recusou convite para voltar a comandar à Toca da Raposa II e preferiu continuar no clube goiano.No oitavo jogo do duelo, aconteceu o primeiro empate entre Cruzeiro e Atlético-GO, que superou os muitos desfalques para conseguir um bom resultado, após a perda do título estadual para o rival Goiás, uma semana antes, com empates em 2 a 2 e 1 a 1. Com esse resultado, o Cruzeiro já não tem mais 100% de aproveitamento, em partidas disputadas como mandante, contra esse adversário. O time celeste terminou o jogo com 10, por causa da expulsão de Anselmo Ramon, e defendendo a igualdade.Celso Roth e Adilson Batista, principais atrações do jogo de estreia dos dois times no Brasileirão, optaram por formações cautelosas, em que atacantes foram presenças raras. No caso celeste, Roth, que foi apresentado na última quarta-feira, armou o time no 4-5-1, deixando apenas Wellington Paulista como atacante, utilizando três volantes e os meias Souza e Montillo, encarregados de municiar o goleador cruzeirense da temporada.
No Atlético-GO, Adilson Batista teve muitos desfalques e também seguiu a fórmula de priorizar o sistema defensivo, na tentativa de não sofrer gols, também optando pelo 4-5-1, apenas com Diego Campos mais à frente. Antes de a bola rolar, o treinador reafirmou que recusou o convite para voltar ao Cruzeiro pelo fato de estar apenas no início do trabalho no time goiano. “Tinha apenas 40 dias de clube e achei que seria ruim sair”, disse.Na maior parte do jogo, a situação se inverteu. Parecia que o Atlético-GO jogava em casa e que o Cruzeiro era visitante. O time celeste esteve recuado muitas vezes, chamando o adversário para o seu campo. Com muitos jogadores de meio de campo e Wellington Paulista isolado, o time de Celso Roth tocava a bola em excesso e era muito dependente dos lampejos do argentino Montillo, fortemente marcado.O início do primeiro tempo foi marcado pelo nervosismo do Cruzeiro. Alguns de seus jogadores erravam muito. O resultado disso foi um domínio inicial do Atlético-GO, que criou oportunidades para abrir o marcador, esbarrando na falta de pontaria de seus atacantes, como aos 8 min, quando Bida desperdiçou ótima chance, após cobrança rápida de falta, mas chutou fraco e torto.Para complicar a situação cruzeirense, logo aos 17 min, o estreante técnico Celso Roth perdeu o zagueiro Alex Silva, que sofreu entorse no joelho esquerdo e foi substituído por Victorino. Dois minutos depois disso, Bida acertou o alvo e obrigou o goleiro Fábio a fazer difícil defesa. O time atleticano estava melhor em campo. Para Bida, o jogo foi brigado na etapa inicial. “Criamos, mas falta fazer o gol”, afirmou.Aos poucos, como não conseguiu balançar as redes celestes, o Atlético-GO reduziu o ímpeto. O Cruzeiro cresceu, na reta final do primeiro tempo, quando criou oportunidades. Na melhor delas, aos 42 min, o goleiro Roberto salvou o time visitante. Montillo fez a jogada, cruzou para Everton, que bateu forte, mas o camisa 1 fez a defesa, no rebote Charles chutou, mas também não conseguiu abrir o placar.Bastante criticado pelo torcedor, Marcos admitiu que a vaia atrapalha. “Jogador tem de ter a cabeça no lugar, a gente sabe que é complicado quando torcedor pega no pé, mas temos que dar o máximo dentro de campo para mostrar que a gente tem personalidade”, disse o lateral, que não voltou para a etapa final, sendo substituído por Diego Renan.
O panorama não se alterou. O Atlético-GO voltou mais presente ao campo ofensivo e levou perigo constante ao gol defendido por Fábio. Aos 7 min, por exemplo, o volante Amaral conseguiu evitar a finalização de Elias, que tinha condições de marcar. O Cruzeiro tentava atacar, mas tinha dificuldade para vencer a marcação adversária. Aos 12 min, Montillo, em jogada individual, conseguiu chutar, mas Roberto fez a defesa.Cinco minutos depois, o goleiro atleticano trabalhou bem novamente, quando Souza cruzou e Wellington Paulista, de cabeça, obrigou Roberto a fazer outra boa defesa. Em seguida, Celso Roth tirou o volante Everton para a entrada de Anselmo Ramon, numa tentativa de tornar sua equipe mais ofensiva. E o time anfitrião assumiu o controle da partida, passando a criar situações seguidas de gols.Quando o Cruzeiro pressionava, ficou com um jogador a menos. Aos 30 min, Anselmo Ramon foi expulso, por reclamação. “Não posso falar, não posso reclamar, todo mundo reclama”, afirmou o atacante celeste, ao deixar o gramado. Logo depois disso, Adilson Batista trocou Diego campo pelo também atacante Felipe. Ele ainda colocou Juninho, outro atacante. O Cruzeiro se defendia e o time visitante não conseguia concluir. Dessa forma, o jogo terminou em 0 a 0.



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