Ao todo, foram sete faltas em cima de Neymar. O recurso encontrado pelo Mogi Mirim na tentativa de parar o craque se mostrou mais do que improdutivo. Usando de intimidação com palavras e pancadas dentro de campo, o Sapão pensou ser possível segurar o craque. Na verdade, isso só aumentou a vontade do camisa 11.Com uma bela assistência para Maranhão e um golaço na segunda etapa, fazendo fila na defesa adversária e empatando na artilharia com Hernane (agora, cada um tem 13 gols, mas o atacante do Sapão está eliminado), o craque comandou a vitória por 2 a 0 sobre o Mogi Mirim, na Vila Belmiro, e garantiu o Alvinegro Praiano nas semifinais do Paulistão, contra o São Paulo.A torcida do Santos levou um susto quando o placar eletrônico da Vila Belmiro anunciou Maranhão, Ibson e Alan Kardec entre os titulares. O trio substituiu, respectivamente, Henrique, lesionado, Elano e Borges, barrados por Muricy.Já no aquecimento Neymar mostrou que estava endiabrado. O craque fez malabarismo com a bola, além de driblar companheiros e membros da comissão técnica. Quando o apito inicial soou, começou o pesadelo dos defensores do Mogi.Primeiro, um chapéu de carretilha em cima de Roni, drible que o craque já treinava em peladas com os amigos. Logo após a jogada, Neymar virou-se para as cadeiras e pediu para a torcida se levantar: queria a atenção de todos durante seu show particular.
Eduardo Ratinho, lateral-direito do Mogi e adversário direto do atacante, tentou intimidá-lo com palavras. Em vão, já que o atleta fez questão de driblá-lo em seguida, forçando cartão amarelo, e discutir com o adversário.- Ele fala muito e eu não falo, jogo - afirmou o astro santista, na saída para o intervalo.Envolvente, o Santos dominava totalmente a primeira etapa. Alan Kardec e o próprio Neymar tiveram boas chances antes dos 20 minutos, mas não converteram. Até que, aos 22 minutos, o camisa 11 mostrou visão de jogo privilegiada: na esquerda, ele levantou a cabeça e viu Maranhão, com os braços levantados, entrando livre pela direita do ataque santista. Imediatamente, o atacante atravessou a bola para o lateral, que chegou cabeceando de primeira e abrindo o placar: 1 a 0.Na comemoração, o popstar do Peixe vibrou fazendo sinal com as mãos de que os adversários "falavam demais". O que se viu na sequência foi um verdadeiro bombardeio do Santos, com Edu Dracena, Neymar e Juan, tentando furar o bloqueio vermelho. Nenhum acertou o alvo.O Sapão só ameaçou em duas finalizações de fora da área, com Felipe, em boa defesa de Rafael, e Renê Júnior, para fora. Enquanto vibrava com a vitória santista, a torcida na Vila Belmiro festejava cada gol da Ponte Preta contra o Corinthians que era anunciado pelo serviço de som da Vila - a Macaca venceu por 3 a 2 e eliminou o maior rival do Peixe.
fonte:globoesporte.com


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