Quem chegava ao Canindé e via uma fila de carros imaginava que a torcida da Lusa lotaria as arquibancadas. Mas a aglomeração caminhava na contramão. O ginásio da Lusa, ao mesmo tempo do jogo, ficou lotado devido a um evento gospel. No estádio, apenas 2.006 pagantes. Jorginho fez três mudanças na equipe que havia empatado com o Bragantino no meio da semana. Ivan no lugar do suspenso Luis Ricardo, Rogério e Ananias nas vagas de Leandro Silva e Raí. Pelo Ituano, o goleiro Roberto sentiu a virilha no aquecimento e Douglas assumiu a posição. Roberto ficou no banco em caso de necessidade. O Ituano dominou os primeiros vinte minutos de jogo. A zaga da Lusa tinha dificuldade em marcar o experiente Evando (ex-Avaí), que assustou três vezes o goleiro Weverton. Mesmo com três à frente (Ananias, Henrique e Vandinho), os donos da casa erravam muitos passes e, com os setores distantes, encontravam sérias dificuldades na busca pelo gol. Aos poucos, a Portuguesa dominou a posse de bola. A primeira chance surgiu apenas aos 37 minutos. Henrique partiu pela direita fez um belo cruzamento e Léo Silva pegou de primeira. A bola raspou a trave do Ituano. Um primeiro tempo fraco, com ambas as equipes com dificuldades no toque final. Jorginho e Ruy Scarpino não gostaram de seus atacantes. Vandinho e Evando saíram para as respectivas entradas de Rafael Oliveira e Michel. Sem um meia de criação inspirado, já que Marco Antônio deixou o clube, a Lusa não conseguia segurar a bola no meio e acionar seus atacantes. Resultado: chutes de longe sem risco e dificuldades para passar pela defesa do Ituano. Pressionado pelo Ituano, que vinha de três derrotas, Jorginho mudou. Irritado, ele colocou Raí e Maylson para tentar dar agilidade ao time. Do outro lado, Otacílio Neto era a esperança. Mas o nível técnico era muito ruim, com passes errados, falta de criatividade e finalizações erradas. O Ituano controlou o jogo e, aos 26 minutos, deu um banho de água fria. Após uma bola espirrada na área da Lusa, Chapinha, pela direita, chutou forte no canto baixo e Weverton e fez o primeiro gol. Logo depois, o meia deixou o jogo para a entrada de Escobar, volante de marcação. A resposta da Portuguesa saiu dos pés de Raí, que entrou para aumentar a criação. Virou criador. Aos 28 minutos, o lateral-esquerdo recebeu uma bola perfeita de Léo Silva, entrou na área e chutou forte no meio do gol. O empate devolveu a esperança à torcida lusitana. Mas o time não teve força para virar.
Fonte : globoesporte.com


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