Todo o gás que faltou no empate com o Catanduvense ficou de “reserva energética” para o jogo do Pacaembu. Esqueça aquele time sonolento e apático do domingo passado. Nesta quarta, pelo menos, sobrou disposição. Logo no primeiro ataque, o novo titular Fernandão tabelou com Valdivia e foi derrubado na entrada da área. Aos dois minutos, Assunção fez 1 a 0 de pênalti. Quer dizer, de falta, mas que parecia nem ter barreira. Mais um para a coleção do volante. A senha para o Verdão era manter o volume de jogo e a posse de bola, já que o Mogi está longe de ser um time inocente. A velocidade alviverde se manteve pelos primeiros 15, 20 minutos, até que a bem arrumada equipe do Mogi passou a incomodar. Fernandinho e o artilheiro Hernane dominaram Leandro Amaro e Henrique. Foram quase dez chutes da dupla, mas faltou acertar o alvo. Algo que o presidente Rivaldo, lá das tribunas, faria com certa facilidade nos velhos tempos. Felipão, de volta ao banco de reservas, manteve seu estilo característico de gritar e orientar à beira do gramado. Valdivia, Juninho e Luan formaram bom trio pela esquerda, e o atacante perdeu dois gols que poderiam ter dado tranquilidade maior ao Verdão. Mas os palmeirenses gostaram da postura combativa e, mesmo em número pequeno, fizeram barulho no Pacaembu. O gás durou 45 minutos, e os pouco mais de 3.500 pagantes responderam no ato. Começaram a reclamar a cada gol perdido por Luan, Fernandão, Patrik... Todos tiveram suas chances e não aproveitaram. Acreditando que poderia buscar o empate, o Mogi se soltou e também fez das suas. Hernane, vigiado pela zaga, passou a abrir espaços para infiltrações de Fernandinho e Renê. Deola teve de trabalhar em algumas oportunidades. O Verdão martelou, mas só Valdivia consegue criar coisas boas para o time. Quando Felipão lançou Daniel Carvalho na vaga de Luan, já aos 25 minutos, a torcida comemorou e ameaçou hostilizar o atacante que saía de campo. Mas o clima precisa ser de paz e, por isso, o início de protesto foi logo abafado por uma série de aplausos. Combustível importante para o time que necessitava de ajuda em campo. Só deu Mogi Mirim nos minutos finais, com duas defesas de Deola salvando a noite. O Palmeiras se segurou lá atrás, como se o 1 a 0 fosse suficiente para uma equipe que quer brigar em igualdade com os rivais domésticos. Não é suficiente. A sorte alviverde é que o pé direito de Assunção está em plena forma. Com mais um golaço de falta, aos 42 minutos, o capitão alviverde acabou com qualquer possibilidade de surpresa no Pacaembu: 2 a 0 para Marcos Assunção, o dono do time.
Fonte : globoesporte.com


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