O começo do Cruzeiro foi de um time tipicamente em início de temporada. O desentrosamento, a lentidão e os erros de passes foram comuns para o time azul. O Guarani-MG, por sua vez, entrou em campo tranquilo, conduzido pela experiência de jogadores como Luizinho, Léo Medeiros e Walter Minhoca, todos com passagens por vários times grandes do Brasil, como o próprio Cruzeiro. Os melhores momentos da Raposa no primeiro tempo surgiram quando o time buscou o ataque pelas pontas. Mas isto foi raridade. A timidez dos laterais e os dois atacantes jogando parados perto da área fizeram com que a jogada acontecesse poucas vezes. Por outro lado, o time de Divinópolis se movimentava mais no ataque, com uma dupla de jogadores que se completavam em campo: o veloz e habilidoso Magalhães e o forte Xibanca. Por incrível que pareça, o Guarani-MG era bem melhor em campo e o gol de Magalhães, aos 29 minutos, fez justiça para o time que era mais organizado, mesmo não sendo um primor tecnicamente. No lance do gol, Walter Minhoca deu belo passe em profundidade para Luizinho, que cruzou na segunda trave e encontrou o atacante livre para estufar a rede. A bola chegou a tocar a trrave, longe do alcance de Rafael. Após o gol, o panorama do jogo não se alterou. O Cruzeiro continuou errando muitos passes e finalizando pouco, apenas de média ou longa distância. O Guarani-MG seguiu calmo e tocando bem a bola. O Bugre conduziu bem o jogo até o intervalo, descendo para o vestiário com uma vantagem justa no placar. O Cruzeiro voltou diferente para o segundo tempo, com três atacantes, já que Vágner Mancini mandou Wallyson para o jogo, no lugar do volante Amaral. Com isso, a Raposa partiu para cima do Bugre desde os minutos iniciais, atacando muito mais do que havia feito no primeiro tempo. O problema do Cruzeiro é que os erros de passes continuaram presentes, o que dificultava na execução das jogadas de ataque. Alheio aos problemas do adversário, o Guarani-MG permanecia com sua postura inteligente em campo, se defendendo bem e saindo para os contra-ataques na boa. Com o passar do tempo, os jogadores do Cruzeiro foram ficando nervosos e errando ainda mais. Os erros de posicionamento e o desgaste físico também surgiram do lado azul, o que deu espaços para o Guarani-MG voltar a ser perigoso no ataque. O Cruzeiro tentou o empate, cada vez mais desorganizado, até os minutos finais, mas sem, verdadeiramente, incomodar o goleiro Thiago Régis. O Guarani-MG segurou a vitória até o final e se reabilitou da derrota sofrida em casa para o Villa Nova, domingo passado. Já o Cruzeiro começa o ano devendo para a torcida. Sinal de muito trabalho para Vágner Mancini e seus comandados.
Fonte : globoesporte.com


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